Quase toda a gente já ouviu falar do Google Analytics, certo?
O Google Analytics é aquela ferramenta que mede coisas como:
- O número de visitas que o seu website recebeu;
- As páginas mais visitadas;
- O género, a idade ou a localização dos seus visitantes.
Entre muitas outras métricas. No fundo, ele faz uma coisa muito simples (e muito valiosa): tira uma fotografia do que se passa DENTRO do seu website. Super útil? Claro que sim.
Mas há outra ferramenta da Google, igualmente útil… e que quase ninguém usa com a atenção que merece.

O nome? Google Search Console.
Já explorou?
A melhor forma de o entender é assim:
O Google Search Console faz “o mesmo”, mas ao contrário. Ou seja: em vez de olhar para o que acontece dentro do site, ele tira uma fotografia do que se passa com o seu website… FORA do seu website.

Confuso? Eu explico.
O que é que o Google Search Console mede?
Coisas como:
- Quantas vezes o seu website aparece nos resultados de pesquisa da Google (impressões);
- Que palavras-chave fazem o seu website aparecer;
- Que palavras-chave estão mesmo a trazer visitantes (cliques);
- E ainda métricas como CTR (taxa de cliques) e posição média.
Isto é um bocadinho como Yin e Yang: para fazer um trabalho competente com um website, é preciso perceber o que se passa por dentro e o que se passa por fora. Se só olhar para um lado… vai estar sempre a tomar decisões “às cegas”.

Exemplo prático (para ficar mesmo claro)
Na Vloom, usamos o Google Analytics para entender, por exemplo:
- Se as estratégias estão a atrair as pessoas certas;
- Se as páginas e a velocidade do website pedem otimização;
- Quais as páginas que transformam visitantes em leads.
E usamos o Google Search Console para entender, por exemplo:
- Que pesquisas fazem aparecer o website na Google mas não geram cliques (ótima pista para novos artigos e melhores títulos);
- Que pesquisas trazem pessoas ao website (pista para reorganizar categorias, páginas, lead magnets e até menus);
- Se as estratégias de notoriedade estão a resultar nos motores de busca (estamos a aparecer mais? em que temas? com que consistência?).
Em linguagem simples: o Analytics diz-lhe “o que as pessoas fizeram quando chegaram”; o Search Console diz-lhe “porque é que elas chegaram… ou porque é que não chegaram”.
“Ok… mas isto não é demasiado técnico?”
Não é.
O Google Search Console parece técnico até ao momento em que abre o relatório de desempenho e pensa:
“Espera… eu consigo ver as pesquisas reais que estão a mostrar o meu site?”
Consegue.
E quando começa a usar isto com regularidade, acontece uma coisa engraçada: você deixa de escrever conteúdos “porque sim” e passa a escrever conteúdos com base na procura real.
Como começar (sem complicar)
O essencial é:
- Adicionar o seu site como uma propriedade no Search Console.
- Verificar que o site é mesmo seu (muitas vezes via DNS).
- Esperar alguns dias para começar a ver dados e… pronto.
Se também quiser ter a dupla completa, configure o Google Analytics 4 (GA4) no site.
Deixo-lhe aqui dois vídeos, um que o ajuda a configurar no seu site o Google Search Console e outro para o Google Analytics.
O lembrete que eu gostava que levasse daqui
Não trate isto como “mais uma ferramenta técnica que vou ignorar”. Se tem um website com blogue, páginas de serviço, landing pages, ou qualquer coisa que dependa de tráfego orgânico… o Google Search Console é essencial. Porque ele mostra-lhe o jogo onde ele realmente começa: na pesquisa.
E claro: se não tiver paciência para montar isto sozinho, a Vloom pode ajudar.