As 5 regras novas da Meta que quase ninguém está a seguir

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Havia um tempo em que fazíamos publicidade na Meta como se estivéssemos a pilotar um avião com 300 botões.

Uma campanha para audiências frias. Outra para audiências quentes. Uma para notoriedade. Outra para conversão. E depois mais 17 AdSets “só para testar”.

Bons velhos tempos.

O problema? A Meta mudou. E se ainda está a operar como se fosse 2020, é muito provável que esteja a gastar mais do que devia — e a comprar dores de cabeça que já não são necessárias.

Então aqui vai: as (novas) 5 regras que hoje fazem mais sentido seguir.

1) Menos campanhas

Antigamente, fazia sentido “desenhar” a jornada do consumidor à mão.

Hoje, funciona melhor fazer outra coisa: dar à Meta o máximo de mensagens e criativos possível — e deixá-la escolher a quem e quando mostra cada anúncio.

Soa estranho? Eu sei.

Mas a inteligência algorítmica da Meta acumulou tanta informação na última década que, na prática, consegue criar uma jornada mais personalizada do que a maioria dos marketeers conseguiria planear no papel.

Face it: perdemos para a Matrix. Menos campanhas. Mais sinal. Mais variedade de anúncios. Menos controlo (sim, dói no ego). Mais resultados.

2) Menos AdSets e menos segmentação

Lembra-se quando testávamos se funcionava melhor para:

  • homens vs mulheres
  • desktop vs mobile
  • 18–24 vs 25–34
  • interesses A vs interesses B

(Estou velho, não estou?)

Pois. Isso acabou.

Hoje, na prática, segmentar mais raramente melhora performance. Pelo contrário: muitas vezes só limita o algoritmo e encarece o resultado.

Então, como regra geral, esqueça testar:

  • Géneros
  • Idades
  • Interesses
  • Até os famosos Lookalikes

Há exceções? Há. Mas são cada vez menos. E quase sempre, quando ainda segmentamos, é por um motivo simples: geografia.

Porque se o seu negócio depende de proximidade (ex.: uma clínica dentária), não há milagres: não dá para vender “para Portugal inteiro” como se fosse uma loja online.

E isto leva-nos ao ponto seguinte…

3) Advantage+ all the way

Se quer jogar o jogo atual, jogue o jogo atual.

O foco deixou de ser “inventar uma segmentação genial”. O foco passou a ser:

descobrir as mensagens certas
criar criativos que chamem atenção
alimentar a Meta com variedade
✅ e depois… deixar o algoritmo trabalhar

Tudo o que é segmentação, em muitos casos, é para riscar.

E atenção: isto inclui um detalhe que muita gente ainda insiste em “micro-gerir”: posicionamentos.

Esqueça testar “só Instagram”, “só Facebook”, “só rede de parceiros”. Deixe a Meta decidir onde entrega o melhor resultado. Mas há uma condição.

4) Configure o Pixel (sem isto, nada funciona como deve ser)

Pode fazer tudo certo e mesmo assim continuar a ter campanhas “meh”.

Porquê?

Porque a Meta só é boa a otimizar quando sabe o que você quer. E é aqui que entra o Pixel.

O Pixel é um código que instala no seu website para devolver informação à Meta e ajudar na otimização das campanhas.

É como se pudesse falar com a Meta e dizer:

🗣 “Olha, Meta: quando alguém chega a esta página, significa que comprou.”
🗣 “Olha, Meta: quando alguém submete este formulário, significa que virou lead.”

E a Meta usa essa informação para encontrar mais pessoas parecidas — e para entregar o seu anúncio com muito mais eficiência.

Agora pense comigo:

Como é que a Meta vai fazer MAIS do que você quer, se ela não souber o que você quer?

“Tiago, mas eu faço campanhas de alcance e engajamento sem Pixel…”

Claro. Mas a grande maioria das empresas não quer alcance nem likes. Quer uma coisa muito mais simples: vender mais ou gerar leads.

E, nisso, (quase) só o Pixel o ajuda a sério.

👉 Saiba como instalar o Pixel aqui.

5) A importância dos “modelos” (o que pouca gente fala… e tem feito diferença)

Há um tema que quase ninguém discute como deve ser: modelos.

Modelos são “tipos” de anúncios (ou formatos de post) que tendem a performar melhor — repetidamente — em campanhas diferentes. Eu aprendi isto no orgânico, com trends do Instagram: Vemos uma trend que encaixa numa marca. Recriamos. E, muitas vezes, o post sai acima da média.

Acontece que esta lógica “contaminou” o pago.

E aqui vão 3 modelos que têm funcionado muito bem para nós, em campanhas Meta, em vários contextos diferentes:

A) Ugly Posts

O nome é feio. O resultado não.

  • fundo branco
  • mensagem grande no centro
  • fonte preta, legível
  • às vezes nem CTA tem

E… funciona. Campanha após campanha.
(Não me pergunte porquê.)

B) Gmail Frame

Imagine o ecrã de escrever um email no Gmail… mas isso é o anúncio.

O criativo é literalmente esse “frame”. E o texto é uma mini sales letter dentro do “email”.

Performa que é uma maravilha.

C) Memes

Memes valem quase sempre a pena testar.

O cuidado é simples: tem de conseguir enfiar a mensagem (ou parte dela) dentro do meme.

Nem todos servem para tudo, mas há quase sempre um que funciona.

Em suma

Se parou em 2020 e ainda faz campanhas como se fazia há 5 anos: as coisas mudaram — e mudaram muito.

Hoje, estes princípios são praticamente obrigatórios:

  • menos campanhas
  • menos segmentação
  • Advantage+ sem medo
  • Pixel bem configurado
  • modelos testados com consistência

Teste isto hoje.

Não porque é “bonito”. Mas porque, na prática, poupa-lhe dinheiro — e ajuda a Meta a fazer aquilo que ela faz melhor: otimizar com base em sinais reais.

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